Buscar

Projeto Mulheres da Lagoa trabalhará a luta por igualdade de gênero e justiça ambiental

O Mulheres Unidas Pelo Clima (MUC Brasil) inicia no próximo sábado, dia 25, a primeira ação presencial de educação ambiental do "Projeto Mulheres da Lagoa - de Ibiraquera -", em Imbituba.

O projeto que iniciou seu planejamento em agosto e segue com ações até junho de 2022, é um dos escolhidos através de uma chamada de projetos do Fundo Casa Socioambiental, específico para lideranças femininas no combate às mudanças climáticas. O apoio também foi possível através da aliança global para gênero e meio ambiente, o GAGGA (Global Aliance for Gender and Green Action), que recebe recursos do Ministério das Relações Exteriores da Holanda.


O Brasil foi um dos países que entrou nessa rodada de apoios através desta aliança global, para o período entre 2021 a 2025. "Nós do MUC Brasil fomos convidadas a apresentar um projeto específico para essa chamada, devido à especificidade do nosso projeto e por ele se encaixar em todos os requisitos desse apoio", destaca uma das fundadoras do Mulheres Unidas pelo Clima, Gisele Elis Martins.


O Projeto Mulheres da Lagoa - de Ibiraquera - busca desenvolver ações de educação ambiental que conectam metodologias com objetivo de sensibilizar, empoderar e unir as diferentes mulheres que vivem no entorno da Lagoa de Ibiraquera, uma das principais lagoas do complexo lagunar do sul do Brasil.


Será executado em parceria com o Conselho Comunitário de Ibiraquera (CCI), onde terá apoio em ações práticas, administrativas e no envolvimento da comunidade.


"Com ações interconectadas que unem a prática e a teoria interligada aos impactos das mudanças climáticas, pretendemos atender às demandas, através de busca ativa, dos diferentes grupos de mulheres, entre elas pescadoras, ribeirinhas, caiçaras, ativistas, quilombolas e a rede de turismo de base comunitária", salienta a Gestora Ambiental e também fundadora do MUC Brasil, Cristiane Bossoni.


As ações misturam a metodologia da pedagogia da cooperação, com oficinas de educação, facilitação, capacitação e geração de renda, buscando, desta forma, levar conhecimento e proporcionar empoderamento das mulheres do território.


O projeto espera facilitar ações que promovam mudanças, tanto na consciência ambiental destas mulheres como no seu modo de agir, além de proporcionar empoderamento socioeconômico e cultural. "Esperamos formar uma rede de mulheres engajadas e conscientes de seu papel na luta por justiça climática, de gênero e ambiental. Queremos proporcionar acesso a conhecimento que oportunize essas mulheres a ter voz em suas comunidades, que sejam agentes de transformação e valorização da proteção de seu território", completou a jornalista Gisele Elis.


Conheça a programação:

Serão oito ações presenciais, divididas em três áreas de atuação. Duas áreas trabalhadas terão três momentos diferentes, e um terceiro será composto por dois momentos.


Todas as redes, pessoas envolvidas, oficinas e prestadores de serviços serão executados por mulheres, para valorizar e apoiar a mão de obra delas.


MULHERES E A LAGOA:

Integrar mulheres do entorno da Lagoa, propiciando troca de experiências entre diferentes gerações, com vistas às práticas sustentáveis para subsistência.


Vozes Pescadoras - 25/09

Intercâmbio/Encontro/Roda de Conversa de mulheres pescadoras ou que fazem o beneficiamento do pescado, sobre os problemas da lagoa, debate, busca de soluções.


Pescadoras em ação - 16/10

Segundo momento, desdobramento do encontro “Vozes Pescadoras” com oficina de capacitação para beneficiamento do pescado.


ReusaRedes - 06/11

Terceiro momento, oficina de produção de ecobags e sacolas retornáveis a partir da reutilização de redes de pesca inutilizadas e outros materiais de reuso.


RESÍDUOS SÓLIDOS E MUDANÇAS CLIMÁTICAS:


Separa e Composta - 27/11

Compartilhar informações com foco no despertar ecológico e de interesse sobre as questões relacionadas à geração de resíduos e as mudanças climáticas.


Limpa Lagoa - 04/12

Mutirão de Limpeza só de mulheres do entorno da Lagoa de Ibiraquera,separação e classificação dos resíduos recolhidos e roda de conversa sobre a relação da geração de “lixo” e as mudanças climáticas.


(des)Construindo - 12/01

Oficina de espelhos, quadros, molduras e/ou prateleiras artesanais, construídos através de materiais de descarte da construção civil do entorno da Lagoa de Ibiraquera.


RESGATE CULTURAL


Fortalecer e valorizar o saber-fazer tradicional através da ecocultura da mandioca, do slow food e do Turismo de Base Comunitária, o qual possui uma rede formada em sua maioria por mulheres da região da Lagoa de Ibiraquera.


Mulheres e tranças -19/02

Minicurso de trançado básico em palha de butiá para mulheres que têm interesse e buscam uma renda (seja única ou complementar) .


Conhecendo a Farinhada com o Turismo de Base Comunitária (TBC) - 21/04

Levar mulheres do entorno da lagoa para conhecer a Farinhada, com foco no resgate cultural, agricultura familiar, economia solidária, agroecologia e slow food.


Acompanhe o Projeto através do nosso site e também em nosso Instagram.


_______________________________________________________________________________


Jornalista responsável: Gisele Elis (MTB 6822)

Diagramação: Cristiane Bossoni _______________________________________________________________________________


Qual sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou?

Para registrar sua opinião, curta e comente a postagem ou envie seu feedback para mulheresunidaspeloclima@gmail.com Ouvir você, é muito importante para nós.

239 visualizações2 comentários